SABOR DA AUSÊNCIA


Notei na mesma ilusão, a impaciência
de transformar o quase nada
em algo um pouco diferente!
Um plano inferior,
para juntar os pontos
e abraçar horizontes.

Olhei, depois, com atenção
eram os cães, eu vi-os partirem.
Como que encantados
esquecendo os pontos cardeais
e o sustento da vontade.
Os sons da ironia, ladrados,
uma matilha de incoerências.

Dissipa-se o palavra mal desenhada,
o nevoeiro das ideias
eram apenas ramos modestos.
Uma laranjeira sem flor
ocultou a verdade,
dois segundos depois,
um ardor invulgar
com sabor a ausência.
Antes a companhia
era apenas a fingir.

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